O secretário-executivo do Ministério do Turismo, Alberto Alves, representou o Brasil na última sexta-feira (19) durante a XVIII Reunião de Ministros do Turismo do Mercosul realizada em Buenos Aires, Argentina. Na pauta do encontro, debates sobre a oficina de promoção Turística do Mercosul no Japão, a promoção turística conjunta em mercados distantes, o projeto de harmonização de estatísticas turísticas, cruzeiros, circuitos turísticos integrados e parques temáticos.

Representantes do Mercosul debatem roteiros integrados

“Foi uma reunião extremamente produtiva pois permitiu que avançássemos na discussão de temas importantes para o fortalecimento de toda a região do Mercosul, como a redução da alíquota do imposto de importação para os equipamentos destinados aos parques temáticos”, destacou o secretário Alberto Alves. Ainda em relação ao setor de parques, a comitiva brasileira tratou sobre a definição dos equipamentos como bens de capital.

Outra pauta discutida foi o roteiro jesuítico que integra Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. O itinerário começa em Assunção, capital do Paraguai, passando por pontos como a sede real do governo, museus, igrejas e demais pontos de trabalho de artesão locais. Chegando na Argentina, por meio da cidade de Posadas, o roteiro inclui visita nas ruínas das missões mais importantes no país, incluindo San Ignacio Mini, fundada pelo padre jesuíta San Roque González de Santa Cruz, no início do século XVII. No Brasil, o itinerário abrange as Cataratas do Iguaçu e o município de Missões. A ideia é que a rota receba a benção do Papa Francisco para que seja declarado como de "interesse mundial para o turismo religioso".

O roteiro é baseado no percurso feito pelos padres jesuítas na América do Sul. Todo o trajeto poderá ser percorrido em aproximadamente um mês pelos turistas. Para promover e estruturar todo o roteiro, os países vão entrar com um projeto no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para captar um financiamento de US$ 100 milhões.

Agência Nacional de Turismo

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1 comentarios.
  • 1Fernando Zornitta24/05/2017 19:05:28Más comentarios del lector
    - É, parece que a ficha está caindo (e de madura). A ficha do óbvio e do correto para o desenvolvimento regional - que o turismo muito bem pode contribuir não apenas com venda e troca de mercadorias, mas para a aproximação dos povos e ajuda nos seus respectivos processos de saída do subdesenvolvimento...
    Perguntemos a um único cidadão da AL & Caribe se gostaria de conhecer e visitar os seus vizinhos ? (não precisamos de respostas, já as sabemos). Entretanto, porém, embora e contudo, o turismo deve ter um pouco mais de atenção e conhecimento por parte dos gestores - que no Brasil são ineptos para as funções e desconhecem - enquanto políticos e politiqueiros - a importância desta atividade e o amplo contexto das ciências que lhe são afins e lhe dão suporte: da geografia, da economia, da urbanística, da sociologia, da história, da psicologia - dentre outras... É administrado nos destinos por leigos, enquanto o potencial endógeno da sua população - aquela parte que fica excluída por não pertencer a partidos políticos, vê os gestores instituídos no poder permanecerem durante anos trocando os pés pelas mãos, enquanto os destinos se degeneram.
    A 5ª Conferência Mundial Sobre Turismo Urbano da UNWTO realizada no Egito no final do ano passado foi na linha do entendimento e sintonia com as multiplicidade de abordagens e de conhecimentos que o turismo embasa-se e emitiu uma conclusão técnica com a afirmativa de que “o turismo deve andar de mãos dadas com o urbanismo”, ou seja ser pensado com conhecimento desta ciência que organiza o espaço de convivência humana nas cidades – tanto para exemplo.
    Mas, entretanto e contudo, na rabeta da importância das pastas na administração está a do turismo, em diversas e insanas estruturas de gestão - ao nível de departamentos, conjugada com outras pastas e nas mãos de quem poderia entender desta atividade pelo seu amplo contexto econômico, sociocultural e ecológico-ambiental; mas que infelizmente e nos perto de 6 mil municípios brasileiros que poderiam ter no turismo uma vertente das suas políticas de desenvolvimento; por não entender e sequer sabem definir a palavra "turismo", permanecem sem organizar de forma correta a nível local.
    Também podemos perceber que enquanto nações sopram os ventos dos "destinos inteligentes" - numa abordagem que abarca a inovação e a tecnologia, a sustentabilidade, a acessibilidade, a governança - numa aproximação das "cidades inteligentes", nós tratamos com aspirina o câncer de um turismo vislumbrando negócios, quando não nos preocupamos com a qualidade e expectativa da demanda; com o ambiente que lhe dá suporte e nem com o potencial para a cooperação e aproximação dos povos. Mas a ficha – ainda bem – está caindo.

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