Em Junho, a RCI completou 25 anos de atuação da empresa no País. A companhia comemora bons números. A empresa cresceu mais de 12% em número de sócios no País e somou 20 novas afiliações, passando a ter 212 empreendimentos nacionais, que integram a oferta de mais de 4.300 empreendimentos em 110 países. "Hoje temos 35 salas de vendas ativas no Brasil com grandes e relevantes marcas, como o Beach Park e o Rio Quente, que são algumas das maiores", diz a diretora-geral, Maria Carolina Pinheiro. 

Confira abaixo a entrevista completa com a executiva: 

RCI:

1 - Como é o mercado de time share no Brasil?

No mercado a RCI tem mais de 40 anos, e está há 25 anos no Brasil. Ao longo desses 25 anos muita coisa mudou, e para melhor: hoje o mercado está muito mais sadio e tem mais credibilidade.

Hoje temos 35 salas de vendas ativas no Brasil com grandes e relevantes marcas, como o Beach Park e o Rio Quente, que são algumas das maiores. Mas também outras que entraram mais recentemente como o Costa do Sauípe, o grupo GJP entre outras, que são marcas mais novas conosco e deram ainda mais credibilidade para o mercado. Todos os players são extremamente importantes na indústria brasileira e as empresas comercializadoras colaboraram com um mercado mais sado, com a prática de boas vendas, entrega correta ao consumidor.

E um outro ponto é a questão da lei geral do turismo que entrou em vigor em 2010 e regulariza a venda de time share feita somente por meio de proprietários ou alguém que tenha a pose do imóvel. Isso trouxe mais credibilidade em sentido de proteção ao consumidor, porque ele compra o compartilhamento (time share) direto da origem do imóvel.

2 - Em 25 anos da RCI no País, o que mudou?

O mercado mudou completamente ao longo destes anos. Há 25 anos atrás haviam poucos players e salas de venda. Mais recentemente o mercado aprendeu atuar com time share. Claro que temos muito para crescer, mas o maior orgulho que temos é a relação construída com nossos clientes. Temos clientes que estão conosco desde o início e outros há 10 anos, 3 ou 2 anos. Acredito que o maior legado da RCI no mercado é deixar a relação comercial cada vez mais saudável, com um vínculo forte de parceria com estes players. Jogamos muito aberto com eles, sem resquício ou ressalva alguma de colocar os parceiros falando entre si. Sempre prezamos pela transparência, ética e que os clientes cresçam na venda, este é o nosso objetivo.

3 - Para o futuro, RCI acredita em um perfil de clientes ainda mais exigentes, o que obrigará uma nova adaptação do mercado e, provavelmente, mudança dos produtos, facilitando o acesso à experiência do tempo compartilhado. Quais seriam essas exigências?

O consumidor, de uma forma geral, está cada vez mais exigente, tem acesso à internet, e uma facilidade de pesquisa muito grande. Ele compara os produtos entre si, tem acesso as informações mais rapidamente. Por isso precisamos entender que esse consumidor tem acesso melhor a informação, precisamos ter agilidade e nosso papel é acompanhar essa exigência do consumidor, com rapidez na resposta, oferecendo destinos novos por meio da RCI e entender que o consumidor de hoje é muito diferente do consumidor há 25 anos atrás, e que tudo acontece de maneira muito mais veloz.

4 - Quais principais dificuldades do setor no Brasil?

Está tudo tão melhor do que há anos atrás, mas temos muito para fazer, sempre.

Priorizamos a manutenção desse relacionamento com o consumidor, de maneira muito transparente, com vendas saudáveis, oferta de produtos bons para ser vendidos, produtos atrativos. Temos a preocupação que o cliente receba o que foi prometido na venda, com uma oferta excelente para férias, viagens e lazer. Desafios sempre vão existir, mas queremos buscar continuamente a entrega de uma experiência perfeita, gerando clientes satisfeitos que queiram viajar cada vez mais. Prezamos pela seriedade e pela credibilidade da indústria: seja empreendedor, comercializador, cliente e todos os players envolvidos. Aqui incluímos ambos modelos de negócio, o time share e o fracionado.

5 - RCI ressaltou a importância da participação de entidades públicas e privadas para o desenvolvimento do setor. Qual seria a principal iniciativa do governo para o setor?

O papel do setor público não é controlar de forma a enrijecer o processo, mas para que eles possam orientar a boas práticas de mercado, exemplo a Lei Geral do Turismo que regularizou a venda do time share, uma iniciativa excelente, que até há sete anos atrás não existia formalmente. Hoje, por exemplo, se o cliente final compra neste modelo, é embasado numa lei, tem um peso jurídico mais forte.

Os papéis dessas entidades são importantes. Primeiro conhecendo nosso setor, que é fundamental, e a partir daí conseguem colaborar com o segmento para que a indústria tenha seu rumo correto com boas práticas.

 

Savia Reis / São Paulo(savia.reis@hosteltur.com)
@saviareis

10 1
1 comentarios.
  • 1Emerson Feitosa19/10/2017 18:10:01Más comentarios del lector
    Sou cliente RCI e já utilizei os recursos em algumas situações com muito proveito e gosto, porém, notei cenários em que ofertas existentes para nosso uso no ambiente RCI, são encontradas em grandes players do setor de turismo (CVC ou sites de compras) com preços e condições melhores. Acho que o fato de sermos sócios e com exclusividade, deveria nos dar um poder de escolha de locais e preços mais atrativos e bem melhores que os de mercado tradicional, se não, qual a vantagem?

Sem comentários estão habilitados sobre esta notícia ou notícia velha.

Uso de cookies: Utilizamos cookies propias y de terceros para mejorar la experiencia de navegación, y ofrecer contenidos y publicidad de interés. Al continuar con la navegación entendemos que se acepta nuestra política de cookies.X
noticia 148800_rci-nosso-papel-acompanhar-exigencia-do-consumidor.html 3 91783 00